sábado, 12 de março de 2011

RESUMO




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RESUMO

  No Brasil, segundo a pesquisa do Jornal hoje, 49% da população idosa é analfabeto funcional, escrevem pouco mais que o próprio nome. Hoje, muitos idosos que não tiveram acesso à escolaridade na idade adequada, têm uma acessibilidade maior para estar se alfabetizando, através das parcerias e dos programas de alfabetização oferecida pelo governo e por instituições filantrópicas, com o objetivo de erradicar o analfabetismo na terceira idade.
  Os idosos mesmo com suas perdas biológicas e algumas limitações que tornam o processo de conhecimento mais lento, têm muito interesse em aprender e se esforçam para concluir seus sonhos de aprender a ler e escrever.
  Numa perspectiva conscientizadora da educação, com base na teoria de Paulo Freire, Emília Ferreiro e Vygotsky, a finalidade deste artigo foi favorecer o desenvolvimento de processos construtivos necessários ao aprendizado da leitura e da escrita por idosos no seu contexto sócio-cultural, utilizando aspectos significativos da pedagogia freiriana,. Sendo assim, as atividades pedagógicas privilegiam o universo vocabular dos educandos no sentido de esclarecer as palavras dos temas geradores necessários ao aprendizado, tornando-se assim o processo de internalização do conhecimento mais significativo.

Palavras chaves: Alfabetização; Terceira Idade.











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ABSTRACT 

  In Brazil, according to research from the Journal today, 49% of the elderly population is 
functionally illiterate, little more than write his own name. 
Today, many 
elderly who had no access to schooling in the proper age, have a 
greater accessibility to be if literacy through partnerships and 
literacy programs offered by government and institutions 
philanthropic, with the goal of eradicating illiteracy among the elderly. 
  
Subjects, even with their losses and biological limitations that make 
knowledge process slower, have much interest in learning and 
strive to complete their dreams of learning to read and write. 
  Conscientizor perspective of education, based on the theory of Paul 
Freire, Emilia Ferreiro and Vygotsky, the purpose of this article was to encourage 
development of construction processes required for learning 
reading and writing for older people in their socio-cultural, using 
significant aspects of pedagogy Freire,. 
Therefore, activities 
emphasize the pedagogical vocabulary universe of students towards 
clarify the words required for generating themes of learning, 
thus becoming the process of internalizing the knowledge- 
significant. 

Keywords: Literacy, Third Age. 










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INTRODUÇÃO

   Hoje, muitos idosos que não tiveram acesso à escolaridade na idade adequada, têm uma acessibilidade maior em estar se alfabetizando, através das parcerias e dos programas de alfabetização oferecida pelo governo e por instituições filantrópicas, com o objetivo de erradicar o analfabetismo na terceira idade.
  O idoso internaliza as formas culturalmente dadas numa dimensão diferente, uma vez que traz consigo o referencial e uma bagagem acumulada ao longo da vida.  Ele não para de aprender, recicla e renova as formas de assimilação e capacitação de informações; e nem sempre necessita de alguém mais velho, mas de alguém com um conhecimento diferente daquele que o mesmo construiu ao longo da própria vida.
  O idoso tem a maior parte das suas estruturas complexas amadurecidas, contudo só isso não garante os processos de aprendizagem. A condição cognitiva como “funções mentais” (pensamento, memória, percepção e atenção) biologicamente podem ser alteradas no processo de envelhecimento. Sendo assim mesmo com suas perdas biológicas e algumas limitações que torna o processo de conhecimento mais lento se interessam e se esforçam para concluir seus sonhos, aprender a ler e a escrever. Sendo assim, o professor assume o papel de facilitador e capacitador do objetivo da aprendizagem dos idosos partindo de seus interesses.
  Neste contexto, sentimos a necessidade de auxiliar os alunos do Projeto Renascer, oferecido pela AAP-VR, do 1º ano do ensino fundamental  a fim de, compreendermos o processo de aquisição da leitura e da escrita, tendo como base  na teoria de Paulo Freire, Emília Ferreiro e  Vygotsky que nos ajudará a compreender o desenvolvimento de processos construtivos necessários ao aprendizado da leitura e da escrita pelos idosos no seu contexto sócio-cultural.








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A IMPORTÂNCIA DA ALFABETIZAÇÃO NA TERCEIRA IDADE

  Os idosos, à medida que crescem em conhecimentos, expressam com mais segurança suas idéias, tornam-se mais críticos e reflexivos, com melhor participação social, apresentam comportamentos que evidenciam aumento da auto-estima, estão mais preparados para acompanhar as mudanças sociais, permitindo uma melhor integração e participação dos idosos na comunidade, exercendo efetivamente a sua autonomia. Quem tem acesso a leitura "amplia seus horizontes e está mais aberto para todas as artes e ciências, pode-se dizer que a pessoa é cidadã do mundo e obtém autonomia cultural e intelectual. E a leitura é uma janela no tempo e no espaço, pois amplia horizontes e possibilita o fortalecimento de idéias e ações".        Os fatores sociais como origem, nível de instrução alcançado e profissão, exercem influencia mais significativa no desempenho do idoso na aprendizagem que uma determinação biológica ou de pretendidas características de idade. A capacidade de aprendizagem não é afetada pela idade; antes, é facilitada pela associação com experiências anteriores. Superar o analfabetismo significa resgatar a cidadania, proporcionar acesso a outras culturas e meios de informações, conhecerem os seus direitos e deveres, e conseqüentemente proporcionar uma melhor qualidade de vida ao idoso. Ser analfabeto não significa ser destituído de conhecimento. Pelo contrário, os idosos trazem uma enorme bagagem cultural, deve-se levar em consideração o conhecimento por ele acumulado ao longo da vida. De fato, o analfabetismo está estreitamente ligado à exclusão social. Assim, idosos que não sabem ler e escrever possuem acesso restrito ao mundo letrado, tornando-os dependentes intelectualmente. Existem, ainda, os analfabetos funcionais, ou seja, sabem ler e escrever, entretanto não desenvolveram a habilidade de interpretar o que lêem, implicando na falta de acesso às informações sobre saúde e outros direitos. A aprendizagem é limitada pela velocidade que a nova tarefa é representada, considerando que idoso retém menos informações após sua apresentação.   Portanto, a pessoa idosa aprende melhor quando seu próprio ritmo é respeitado, assim como suas limitações. Dessa forma, a aprendizagem pode ter lugar em qualquer idade, ainda que o rendimento diminua.
  A inteligência não diminui com a idade, ao contrário, é enriquecida pelas experiências e por diferentes contextos sociais.


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DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA DO IDOSO

   A educação de idosos ainda é vista com desconfiança, entretanto a possibilidade de aprender, independente da idade, torna a alfabetização de idosos um grande desafio. Esta realidade faz parte de um quadro que a sociedade brasileira não conhece bem e, conseqüentemente ainda não dispõe dos recursos necessários para atendê-la. Os sistemas educacionais relacionam aprendizagem e ensino com escola, infância e juventude a participação social das pessoas de terceira idade pode ser potencializada através da alfabetização, assim como nas relações do cotidiano, possibilitando um maior acesso às informações, resgatando a cidadania e autonomia. Apesar de a alfabetização de idosos ainda ser vista com ressalvas por alguns grupos, existe um bom exemplo de que mesmo com dificuldades é possível resgatar esse aprendizado.
   O envelhecimento da população torna urgente a adoção de novas políticas públicas que proporcionem uma melhor assistência aos idosos, visto que ainda há uma visão antiga de que se vive em um país de jovens. É sabido que a educação (formal ou não) auxilia na conservação das faculdades mentais, memória e inteligência, através da reflexão, do pensar, prevenindo dessa forma a instalação de processos demenciais. O decréscimo da capacidade intelectual não se dá nos anciãos devido à idade cronológica, mas em virtude de influências do ambiente (acontecimentos políticos, sociais e econômicos) e individual (mortes, separações, fracassos pessoais).
   A educação constitui um processo em que cada ser humano aprende a se formar, a se informar a fim de transformar-se e transformar o mundo; a educação torna-se um processo contínuo que só termina com a morte (OLIVEIRA, 1999). O analfabetismo causa dependência das pessoas. A dependência não é um atributo apenas da velhice, estando presente em todo o curso da vida. Com o passar dos anos ela só tende a aumentar, principalmente nos idosos, que em alguns casos precisam de mais ajuda para desempenhar uma atividade. Apesar de ter diminuído o índice de analfabetismo no Brasil, o nível educacional dos idosos ainda é baixo.
   O maior acesso às informações divulgadas pelos meios de comunicação mantém o indivíduo ativo e participante, favorecendo o exercício de sua cidadania. A alfabetização pressupõe uma maior proximidade com os meios de comunicação de massa e, em conseqüência, um acervo pessoal maior de informações disponíveis para assistência à saúde e normas individuais de conduta saudável.
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   Incentivar a integração do idoso, enquanto sujeito de seu próprio desenvolvimento, tornando-o ativo pelo uso de sua sabedoria, sua criatividade, sua vivência pessoal e sua experiência profissional e proporcionar uma melhor visão de mundo, contribuindo com subsídios valiosos para uma política de resgate da cidadania destas pessoas.  O próprio idoso, ao se conscientizar de seu espaço na sociedade, terá de si mesmo uma visão mais otimista, considerando-se produtivo, útil, capaz de muito ainda colaborar para a sociedade na qual está inserido.
  O processo de alfabetização faz com que os alfabetizandos captem a realidade criticamente. Quanto mais consciência uma pessoa tem em relação à sua realidade, mais condições ela terá para colocar em prática as habilidades que a aquisição da escrita aliada ao letramento lhe proporciona. Mesmo com aumento dos índices de alfabetização, é preciso lembrar que "não basta saber ler e escrever é preciso utilizar estes conhecimentos para interagir positivamente na sociedade.
  A alfabetização deve ser de cunho existencial, onde os idosos possam compreender o mundo em que vivem, levando-os a refletir acerca da própria existência, facilitando a sua desalienação. E, com isso, reintegrá-los à sociedade, como um ser coexistente e indispensável à construção de uma memória individual e coletiva, historicamente situada e concreta, na dimensão de produção dos valores éticos, políticos, sociais e culturais. A Política Nacional do Idoso tem como objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. A autonomia e a independência são fundamentais para a manutenção da saúde física e mental do idoso.











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O CONHECIMENTO COMO BASE PARA A AÇÃO

    A concepção de educação, defendida pelas educadoras do programa Renascer-      Alfabetização de Idosos faz acenos aos princípios de educação libertadora de Paulo Freire, a qual não se configura como um processo neutro; mas, “político- ideológico”.
   Concebendo a educação como um ato político, é imprescindível registrar os fortes
indícios e desdobramentos de sua ação ideológica, a qual pode assumir duas direções opostas: uma mantenedora do status quo e a outra, implementadora de mudanças na estrutura da sociedade. Como podemos verificar, não se sustenta mais os discursos de que “educação não tem nada haver com ideologia”. Muito pelo contrário, tem tudo haver, por que não dizer: a educação está impregnada de intenções ideológicas.
   Face à dualidade ideológica que a educação sugere, os educadores e as educadoras que vislumbram a educação, enquanto compromisso social e político, deveriam concebê-la e praticá-la, enquanto processo dialógico (respeito aos saberes que os educandos possuem), e capaz de conduzir educadores e educandos à realização da liberdade de agir e de interferir sobre a realidade. Desse modo, a educação deve contribuir para a construção da vocação ontológica da mulher e do homem em ser mais, em ser gente, à base de suas práticas sociais, em consonância com a demanda da sociedade (no campo coletivo e individual, considerando sempre a subjetividade do sujeito social).
   Paulo freire enfatiza também que a educação não deve se constituir num processo, baseado apenas em “(..) transmitir conhecimentos, mas em criar as possibilidades para sua produção ou construção”; pois, assim como educador, o educando é um vir-a-ser, um sujeito histórico que faz , que sofre mudanças; mas, dinâmico e ativo, trazendo em si mesmo os germes da transformação.
Partindo desse pressuposto, seria inadmissível conceber o educando enquanto um recipiente vazio  para receber os “ conhecimentos” que o professor tem a lhe oferecer.          Daí , a conclusão de que a educação enquanto ato permanente de construção e de libertação deve ser problematizadora e dialógica, a fim de que possibilite ao educando não apenas a possibilidade do letramento, mas sobretudo o fortalecimento de sua cidadania e de sua interferência consciente sobre a realidade que busca desvelar.


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Importa, porém ratificar que a educação transcende os livros didáticos e “os muros das escolas. Tanto a educação quanto a cultura são práticas sociais indissociáveis, construídas históricamente por indivíduos também históricos que no interior desta, têm as possibilidades para promoverem a transformação da realidade.
    Por quanto, o ato de educar não se limita na dimensão das letras ( no alfabetizar da palavra), vai mais além, e ate mesmo as antecede. Desvelar o mundo, através da leitura e da releitura crítica da realidade, deve ser imprescindível para que os educandos se reconheçam enquanto sujeitos sociais construtores de conhecimento. É primordial, também que as educadoras valorizem e utilizem, no fazer pedagógico, os conhecimentos que os educandos possuem. O próprio Paulo Freire nos adverti que a leitura do mundo precede a leitura da palavra e prolonga-se através desta; e mais: a leitura da palavra deve ser a leitura da “palavramundo”, ou seja, os temas , as palavras, utilizadas no processo ensino-aprendizagem, deveriam representar os anseios, as angústias, os medos e a realidade do educando e não do educador.
    Partindo do pressuposto da historicidade da educação, dos adultos e idosos, a alfabetização proposta pelo programa Renascer- Alfabetização de Idosos, que funciona no Centro de Prevenção à Saúde do Idoso, é concebida enquanto construção histórica, e fundamenta-se nos princípios desenvolvidos por Paulo Freire- procurando trazer para a sala de aula, o universo de conhecimentos do alfabetizando e procurando fornecer um significado social ao seu aprendizado- nos fundamentos construtivista de Vygotsky- ao enfatizar que a aprendizagem se produz, pelo constante diálogo entre o exterior e interior do indivíduo, uma vez que para formar ações mentais tem que partir das trocas com o mundo externo, cuja da interiorização surge à capacidade das atividades abstratas que a sua vez permite elevar a cabo ações externas.
   O que nos faz pensar que esse processo de aprendizagem se desenvolve do concreto (segundo as variáveis externas) a abstrata (as ações mentais), com diferentes formas de manifestações, tanto intelectual, verbal e de diversos graus de generalizações e assimilações- e nos fundamentos Psicolinguístico de Emilia Ferreiro- de acordo com a Psicogênese, as pessoas não alfabetizadas já possuem conhecimentos sobre a língua e, ao iniciarem o processo de alfabetização, percorrem por quatro fases da escrita: a pré-silábica, a silábica, o silábico alfabético e o alfabetizaco.

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    Esta teoria nos leva a conhecer e a diagnosticar o nível de conhecimento dos alunos, antes do processo de alfabetização, é uma condição indispensável ao sucesso do procedimento. Ao
 identificar em qual etapa do processo o aluno se encontra os conhecimentos que eles já trazem e o seu repertorio de vida, o educador tem condição de melhor selecionar suas estratégias de ensino, aplicando metodologia eficaz e eficiente através da promoção de práticas sociais da leitura e da escrita.




















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APLICAÇÃO DOS CONHECIMENTOS TEÓRICOS NA PRÁTICA

   Pensar o processo de alfabetização como uma ferramenta de libertação faz com que os alfabetizandos captem a realidade criticamente. Defendendo-se, portanto, das possíveis opressões que o sistema capitalista traz à cena. Com isso, não é de todo descabido, então, afirmarmos que, quanto mais consciência uma pessoa tem em relação à sua realidade, mais condições ela terá para encarar a árdua situação sócio-econômica do país, pondo em prática as habilidades que a aquisição da escrita aliada ao letramento lhe proporciona.
  No que se refere às atividades do Programa Renascer- Alfabetização de Idosos, estas iniciaram em março de 2010 e terminaram em dezembro do mesmo ano, com uma turma de alfabetização composta por 20 alunos com a duração de 3 horas de segunda à quinta-feira no turno matutino.
 Tendo como fundamentação teórica Paulo Freire, Emília Ferreiro e Vygotsky,que incorpora nos métodos que propõe uma visão sócio-histórica do processo ensino/aprendizagem, buscamos traçar um caminho metodológico que correspondesse diretamente à realidade dos nossos alunos. Para tanto, coube a nós observar o grau de letramento, a história de vida, os anseios e as necessidades imediatas dos aprendizes envolvidos no projeto.
  A partir desta observação resolvemos optar por uma atitude metodológica bastante eclética, com a mescla de vários recursos didáticos que viessem a se adequar à realidade de ensino em que atuávamos e convergissem para os fins que planejamos- a alfabetização funcional e pragmática de adultos e idosos, o que deu ao projeto um caráter dialógico, no qual aluno e professor interagem por meio da troca de experiência.
  Assim a fim de familiarizar os alunos com a modalidade escrita do uso da linguagem e escrita, a partir disto, proporcionar uma mais rápida e melhor apreensão das capacidades linguísticas necessárias à alfabetização, apresentamos os conteúdos inseridos em unidades temáticas que tinham relação direta com o contexto social dos alfabetizandos. Essas unidades temáticas foram nominalizadas de acordo com o tema central a que fazíamos referências, desta forma desenvolvemos 4 unidades temáticas, descritas a seguir:
Unidade Direitos Humanos: educação, saúde, moradia, segurança e trabalho; nesta unidade, que teve maior feição conscientizadora, suscitamos a criticidade dos alunos em relação aos
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direitos humanos, que, por muitas vezes, são desrespeitados e não priorizados pela classe política, isto de acordo com a realidade da turma que atuamos. Neste momento, devido ao desenrolar das discussões, foi dada ênfase às questões relacionadas ao trabalho e, em específico, às várias profissões existentes entre trabalho, profissão e emprego, as atitudes sociais que os envolvem e a prática de escrita que estão atrelados ao mundo do trabalho;
Unidade Documentos do cidadão: identidade, carteira de trabalho, CPF e título de eleitor: o enfoque principal desta atividade era a orientação aos alunos quanto à documentação necessária, em nossa sociedade, com relação à do reconhecimento legal do cidadão, enfatizando-se o caráter intrinsecamente escrito que estes possuem;
Unidade Literatura: livros, cordel e escrita: esta foi uma unidade temática para informar aos alunos sobre a importância dos registros literários das sociedades durante os anos, bem como levá-los a conhecer melhor este universo da escrita em livros e suas peculiaridades artísticas;
Unidades Meios de Comunicação: jornal, bilhete e carta: esta fase de estudo tinha o objetivo de trazer à discussão em sala de aula as funções sociais da escrita através dos meios escritos que as pessoas de uma sociedade se utilizam para comunicar-se entre si. Neste sentido estudamos o jornal, a carta, o bilhete, formulários diversos, dentre outros veículos de comunicação escrita.
  A partir dessas unidades temáticas, foram desenvolvidas dinâmicas, construção de textos orais e escritos, debates, etc. Todas essas atividades foram subsidiadas pelos aspectos teóricos anteriormente descritos e por materiais didáticos, dos quais retiramos aquilo que consideramos pertinente para a nossa prática pedagógica. Dentre esses materiais didáticos, temos livros de alfabetização, revistas, jornais, textos variados, a bíblia, literatura de cordel, cartazes, rótulos, embalagens, alfabeto móvel, etc. Todo este material foi articulado de acordo com a unidade temática trabalhada e as atividades orais sempre partiam de pressupostos resultantes da utilização deste. 







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CONSIDERAÇÕES FINAIS  

  Após o término da pesquisa podemos concluir que 80% dos alunos do Programa Renascer- Alfabetização de idosos conseguiram ler textos diversos e relacioná-los com o seu contexto cultural, e no que se refere à escrita, percebemos uma constante evolução da capacidade de associação do signo lingüístico  com o seu referente extratextual, o que resulta no desenvolvimento da escrita em seus primeiros estágios para alguns e na apropriação efetiva de textos por outros.
   A avaliação feita acerca do desempenho dos alunos dava-se de modo contínuo, os alunos eram submetidos a exercícios e atividades que testavam o conteúdo apreendido em sala de aula. Além destes exercícios procedíamos também a checagens orais nas quais discutíamos diretamente com os alunos sobre o seu desempenho em relação à leitura e à escrita, que se estendia às suas práticas sociais mais variadas como: assistir televisão, ler um outdoor,ler revistas,etc.
   Superaramos muitos obstáculos iniciais, principalmente o de os alunos não se acharem em condições de aprender a ler e a escrever devido a algumas perdas biológicas. Houve muita resistência na superação destes preconceitos tanto por parte dos alunos quanto por parte de suas próprias famílias. Outra grande dificuldade foi a de convencê-los a representar à escrita como a percebiam.
   Quanto à aplicação do método de alfabetização podemos concluir que este foi muito proveitoso uma vez que pode proporcionar ao aluno o contato direto com os registros escritos de sua realidade a partir de um aprendizado interativo que, em um curto período de tempo, proporcionou aos alfabetizandos desenvolvimento propício a capacidades de leitura e escrita.
    Mediante o exposto, percebemos que nenhum trabalho de educação social conseguirá resultados satisfatórios se não se adequar à realidade dos educandos.





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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


DURANTE, Marta. Alfabetização de Adultos: Leitura e Produção de Textos. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1998.113 p.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1985. 284 p.
FREIRE, Paulo. GUIMARÃES, Sérgio. Sobre educação: (diálogos): volume 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 33ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
KRAMER, S. Alfabetização: dilemas da prática. Rio de Janeiro: Dois Pontos, 1986.
POSSAS, Wânia Machado. Compreensão e domínio da escrita: vale o escrito. In: MEC. Educação de Jovens e adultos. Brasília: SEED, 1999.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. São Paulo: Autêntica, 1999 125 p.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.














CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL
CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA








ALFABETIZAÇÃO NA TERCEIRA IDADE

Bárbara Letícia Machado de Oliveira Alves
Cristiane Aparecida de Almeida










Volta Redonda, 14 de fevereiro de 2011.
CENTRO UNIVERSITÁRIO GERALDO DI BIASE
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL ROSEMAR PIMENTEL
CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA










ALFABETIZAÇÃO NA TERCEIRA IDADE


Artigo elaborado pelas acadêmicas Bárbara Alves e Cristiane Aparecida de Almeida, do curso de Pós-graduação em Psicopedagogia, sob a orientação de Elisa Alcântara, como exigência parcial para a obtenção do título de pós- graduação.
 
 














Volta Redonda, 14 de fevereiro de 2011.
ALFABETIZAÇÃO NA TERCEIRA IDADE



Bárbara Letícia Machado de Oliveira Alves
Cristiane Aparecida de Almeida




Artigo apresentado ao Centro Universitário Geraldo Di Biase, como parte dos requisitos necessários à obtenção da condição de pós-graduação em Psicopedagogia.

Aprovado por:

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Elisa Alcântara

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Grau


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